terça-feira, 11 de setembro de 2018

NÃO JOGAREI ROSAS EM TÚMULOS

 Após um pequeno incidente hoje, conversando com uma pessoa, soltei a frase título desse post: "Não jogarei rosas em túmulos". Depois, refleti!!!

Túmulos lembram mortos, tristeza, rosas vida, sorrisos. 

Nessa vida, algumas coisas começam a morrer lentamente, sem que você veja, e quando menos percebe, a vida te ensina mais uma lição. Existe tempo pra tudo acontecer, não estamos acostumados com esperas, tão pouco a mudanças repentinas, mas elas hão de acontecer o tempo todo. 

Caminhos que levam a grandes alturas nunca são planos ou constantes. Improvisos são necessários, e são eles que nos tornaram a pessoa que somos hoje. Deus nos livre ficarmos estáveis no mesmo lugar. 

Como diz aquela velha canção: "Segura na mão de Deus e vai", ou aquela outra gíria jovial, "vamo que vamo!". 

Seja o acaso oportunamente orquestrado para ocasionar um fim maior!!!

"Tenho ainda Coração, não aprendi a me render"
Legião Urbana - Metal contra as Nuvens

sexta-feira, 2 de março de 2018

A MORTE, O TEMPO E EU



 “É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério” - Ec 7:2

Mais um ente querido que descansa, e uma frase ecoa em meus pensamento: “obrigado por tudo que fizeste por nós em vida”. Foi assim a despedida. Me pergunto agora: O que será que dirão quando eu estiver naquele lugar?

Acostumamos ver gente nascer, mas ir embora é algo triste. E é nessa hora que as coisas começam a fazer sentido, porque esse é o fim de todos. Uns ontem, outros hoje, mais um tanto amanhã. Todos iremos! Como viemos, assim voltaremos. Naquela hora, não vai importar quantos diplomas tivemos, valor na conta bancária, seguidores nas redes, etc., etc... Só uma coisa vai ter valido a pena: Ter vivido cada momento com intensidade, amor e verdade. É só isso que importa. É disso que vão lembrar, do quanto fizemos aos outros em nome dessa três coisas. Por isso melhor começar a rever conceitos, refazer atitudes.

Decidi ter mais amigos do que diplomas na parede do meu escritório; dar mais valor às pessoas e não ao que elas podem oferecer; passar mais tempo com meus filhos do que com meus estudos; conversar invés de dizer palavras; escutar invés de só ouvir; ver mais do que apenas enxergar; curtir os lugares ao invés de apenas estar. Viajar mais, rir mais, reclamar menos, etc...

Tudo isso pode ser só mais um texto clichê, é verdade. Mas que a reflexão seja verdadeira a ponto de penetrar no âmago da alma, capaz de alterar o estado de espírito de todos nós, e ponto de nos fazer encarar a seguinte pergunta: “o que será que meus filhos vão dizer no dia que as luzes forem apagadas e a porta se fechar pra sempre?”.

Reflitamos...

Walter H. C. Silva