Pedro, o filho mais velho (09 anos), antes de ter sido
batizado, já lera todo o Novo Testamento. Tudo era muito claro: Jesus era o
centro de todos os livros. Agora, depois de ter sido batizado, ganhou uma
bíblia nova do seu tio, aquelas cheias de histórias e ilustrações para sua
idade. De tão empolgado que ficou com o presente, já começou sua leitura do
Antigo Testamento. Já nas primeiras folhas, aquelas explicativas, demonstrou
surpresa: “que massa que é minha bíblia” disse ele, “eu nunca vi uma bíblia tão
legal”. Animado com a reação do garoto, incentivei-o a continuar seu plano de
leitura, agora do Velho Testamento intercalado com o Novo, e prometi a ele
fazer um plano de leitura só pra ele, pois aquele que outrora lera fora feito
especialmente para a célula da qual pertencemos.
Já em seus primeiros capítulos, a certeza de que o garoto
está lendo e compreendendo o que lê: “Por que Deus não aceitou a oferta de
Caim?”, questionou à sua mãe, “mas aceitou a oferta de Abel?”, continuou o
garoto. “A oferta de Caim foi melhor. Abel matou um animal!”, esboçou espanto. Quando
cheguei, fui relatado sobre a pauta do dia, me inteirei do assunto e tentei
exemplificar de modo prática a questão. “Ainda bem que ele leu o Novo
Testamento antes”, dissemos um a outro, me refiro ao marido e esposa. Com base
nas velhas ilustrações do Velho Testamento, explicamos como isso se daria a
conhecer no Novo, na pessoa de Jesus. Entretanto, essa não foi a única “questão
de ordem”, que merecia pausa e explicação. Houve ainda outra: “Por que Deus
falava de jeito diferente com as pessoas do Velho Testamento?”. Pausa para a
explicação, certos da compreensão do garoto, respiramos.
Por tudo isso, concluímos: 1. Valeram os anos anteriores de
estudo exaustivo das Escrituras, das simbologias, das profecias, etc; 2. Valeu
o tempo dedicado aos TSD’s; 3. Continuar estudando as Escrituras é exigência
para um bom diálogo entre pais e filhos, pois dúvidas práticas virão, e é sadio
de nossa parte oferecermos algo concreto como resposta, ao invés de terceirizar
o serviço do aprendizado cristão; 4. Perguntas inteligentes merecem respostas
inteligentes. Não queremos ser um daqueles cristãos que respondem “é assim
porque Deus mandou”, ou “é assim que nos ensinaram e ponto”, ou ainda “não sei,
talvez seja melhor assim”. Não queremos criar um garoto religioso, antes, um
garoto que sabe em quem acredita, e porque deve continuar acreditando. Num
mundo onde tudo é rápido e fácil, importante será mantê-lo sóbrio a respeito do
Deus que exige tempo a paciência; 5. Acompanhar o garoto para que ele não se
sinta perdido dentro da própria casa é essencial. A casa que me refiro é a fé.
Existem muitas perguntas, muitas “aparentes contradições”, que quando forem
observadas pelo menino, devem ser explicados ao garoto para que ele tenha uma
certeza: Deus não é confusão, e isso implica que a Palavra que ele proferiu
(Bíblia) não pode haver contradições. Tais conflitos aparentes são resolvidos
dentro do contexto geral, e por isso devemos estar perto quando novas “questões
de ordem” foram levantadas.
Espero que Deus nos dê sabedoria e paciência para lidar com
esse novo momento que estamos vivendo.
Walter Cano
"Perguntas inteligentes merecem respostas inteligentes. Não queremos ser um daqueles cristãos que respondem 'é assim porque Deus mandou', ou 'é assim que nos ensinaram e ponto', ou ainda 'não sei, talvez seja melhor assim'. Não queremos criar um garoto religioso, antes, um garoto que sabe em quem acredita, e porque deve continuar acreditando."
ResponderExcluirExcelente irmão! Sábias as suas palavras, que Deus continue abençoando você e sua família!
Amém. Obrigado por visitar o blog. Estando ao seu alcance, compartilhe.
ResponderExcluirAbraços.