“Porque agora vemos como por um espelho, de modo obscuro, mas depois veremos face a face. Agora conheço em parte, mas depois conhecerei plenamente, como sou plenamente conhecido” - I Co 13.12
Se você ler essa passagem tendo em mente o espelho atual, certamente irá falhar na sua interpretação. O “espelho” a qual Paulo se refere quando escreveu essa passagem mais se parecia com um metal de bronze ou prata, da qual era possível ver “algum reflexo”. A imagem ali refletida era semelhante a um borrão inacabado. A pessoa via a si mesma nesse “espelho” de modo todo embaçado, não era sua imagem real, mas ainda assim era melhor do que não ter imagem alguma.
Essa é a figura de linguagem utilizada por Paulo: O que vemos agora a respeito do Reino de Deus é tão somente um borrão do que haverá de vir, não representa a totalidade do seu Reino, no entanto, essa pequena parte, esse “borrão” já revelado do que haverá de vir é infinitamente e totalmente suficiente para nos garantir que quando Aquele que é Pleno se revelar, seremos totalmente satisfeitos. Nada irá nos faltar.
Ainda sobre a parte final, Paulo diz: “Agora conheço em parte, mas depois conhecerei plenamente, como sou plenamente conhecido”. A respeito dessa passagem, Agostinho de Hipona disse: “Que eu te conheça, óh conhecedor de mim, que eu te conheça, tal como sou conhecido por ti.”
Atentando-se a isso, concluo: 1. Tudo que sei a respeito dEle, é tão somente o que Ele mesmo quer que eu saiba, pois o que Ele revelou, é tão pouco a ponto de ser consideração “borrão refletido em metal de bronze”. Haverá um tempo em que saberei tudo; 2. Tudo quanto sei de mim, não é nada além daquilo que Ele me deixa saber sobre mim mesmo, pois apenas por Ele é que sou plenamente conhecido”.
Se todo conhecimento que tenho de mim mesmo e de Deus é tão somente permissão da revelação que vem dEle, como poderia eu me orgulhar da minha inteligência? A inteligência do homem, nesse aspecto, estará para sempre humilhada e humilde diante dessa verdade.
Que Cristo continue a nos revelar o Pai (Jo 17:25), como nos revelou no início, até que possamos vê-lo face a face, sem reflexo borrado da sua imagem perfeita.
“Que eu te conheça a ti, ó conhecedor de mim, tal como sou plenamente conhecido por ti”, assim também oro.
Silwalter Hagner
"Estejam sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós..." 1 Pedro 3:15
segunda-feira, 4 de setembro de 2023
Que eu te conheça a ti, óh conhecedor de mim...
terça-feira, 30 de maio de 2023
Alegoria da Fé
Já levantou com sede no meio da noite, no seu quarto escuro, e devagar, saiu andando até a cozinha pra tomar sua água? Antes de acender a luz, você vai devagar, tateando as paredes e móveis, porque você conhece aquele lugar, porém, até a luz clarear novamente, você SE LEMBRA de como era, e confia na sua lembrança.
sexta-feira, 19 de maio de 2023
O JESUS QUE EU CREIO
domingo, 2 de abril de 2023
Reflexões a Caminho de Emaus #5
Observando atentamente essa passagem, devemos aprender duas coisas: 1º - A pergunta era retórica, indicava que os discípulos já deveriam saber dessas coisas para poder compreender os fatos presentes; 2º - Tudo que precisavam saber sobre passado, presente e futuro já tinha sido revelado nas Escrituras.
A nós, resta-nos a lição: Precisamos passar
tempo com a Escritura, que é TODA a revelação de Deus para sua Igreja, a
fim de que possamos compreender os fatos presentes e o que esperar do
futuro, pois sem conhecer o que Deus nos revela sobre passado, presente e
futuro, viveremos nesse mundo sem qualquer esperança. É a Palavra
Revelada de Deus que nos torna aptos para toda boa obra (2Tm 3:17), e
nos dá esperança para além daquilo que conseguimos ver (Rm 15:4).
"A Bíblia é mais atual do que o jornal de amanhã!" Billy Graham
quarta-feira, 29 de março de 2023
A Fé não está divorciada da Razão
Silwalter Hagner
quarta-feira, 22 de março de 2023
Reflexões a Caminho de Emaús #4
"Você é o único visitante em Jerusalém que não sabe das coisas que ali aconteceram nestes dias" - Lucas 24:18
Esses dois discípulos podiam dizer quem era Jesus, o que Ele fez, o que esperavam dEle, o que viram e até mesmo o que acreditaram. A teologia que tinham era perfeita, o relato deles era verdadeiro, tinham tudo que precisava. Nós também, temos tudo que precisamos hoje para saber a respeito de Jesus e sua obra. Somos iguais a esses discípulos nesse ponto específico.
Me pergunto, porém, se também "custo a entender e demoro em crer" (v.25) em tudo que sei.
Como cristãos estudiosos que somos, podemos facilmente falar sobre quem é Jesus e o que esperamos que Ele seja para nós. Contudo, até que ponto cremos de modo que essas verdades "queimem nossos corações" (v.32) a ponto de nos fazer mudar de direção na nossa busca pela esperança (v. 33). Eles voltaram imediatamente quando sentiram o coração arder; e nós quantas desculpas temos dado para mudar rumos, realinhar propósito e etc?
Termino essa reflexão orando a Deus para que não me deixe cego a ponto de apenas ver Cristo. Eu quero mesmo é sentir seu poder e autoridade queimar dentro de mim. Se isso ocorrer, meu testemunho será tão poderoso como o desses dois discípulos depois desse encontro (v.35).
Silwalter Hagner
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023
O Díluvio da Presente Era
terça-feira, 10 de janeiro de 2023
O Paradóxo da Grandeza
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
2022 - Um ano de Lições
O ano que passou me deixou algumas lições. Eis aí:




