quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Orações de um Pecador #2




"Onde abundou o pecado, superabundou a graça"... 

Então, eu não disfarçarei, serei a ovelha que mais berra... Minha indignidade não me deixa me orgulhar, meu pecado está sempre a porta, ele quer me dominar, cumpre a mim dominá-lo... Se estou sendo tentado, a semelhança de Pedro, que ainda me sobre tempo e fôlego para gritar desesperadamente "Salva-me"... Se por ventura vier a cair, que eu não seja dominado, e que no chão, sem voz, no silêncio da minha alma, escute meu grito "ai de mim que sou homem de impuros lábios e coração"... 

Se a graça é para aqueles que não esperam, se a graça alcança os que já desistiram de tentar confiar em suas obras, eis-me aqui, solitário, esperando brilhar a Estrela Resplandecente da Manhã pra iluminar minh’alma escurecida... Se minha teologia agora falha, que a esperança que obtive não me abandone, e que a fé que pouco adquiri me faça lembrar agora, na escuridão, dos ensinamentos e alegrias que aprendi enquanto estava contigo na luz... 

Que Tu, Senhor, ainda encontre em suas mãos o meu nome gravado com vermelhidão eterna, e para Glória do Filho a quem Tu amas, deixe-me ver novamente as misericórdias do Senhor do Tempo... Em minha humilhação pessoal, no meu quebrantamento espiritual, ao qual permitistes agora, cumpra uma vez mais o que uma vez disse, “venho sem demora”.... 

Por favor, Deus de misericórdia, ouça esta oração, e atende meu pedido, não por causa da beleza do pedido que faço, longe disso, nem sequer seja registrada as palavras que oro, mas atende-me por causa do amor que há em ti, da palavra que proferiste a nosso respeito, em honra ao sacrifício do seu Cristo, em amor aquele a quem tu escolheu glorificar, Jesus... Por causa dele, e só para a satisfação do seu penoso trabalho, atende-me... Por favor... É a oração desse pecador consciente e enfraquecido. 

Amém... 

Walter H. C. Silva


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Orações de um Pecador #1


 

Caminhando dentro da casa que habita minha alma, enquanto lutava comigo mesmo para não me afogar no desespero, em meio a crise de fé, percebi que dentro de mim há um corredor que me leva a um quarto escuro e sombrio. 

Mais de perto, sentido-me desesperado em meio às ondas bravias, tateando por este corredor, percebi que já o conhecia, seu nome é Culpa. No fim da culpa há um quarto escuro. Percebi que a culpa é o corredor que me leva à cela que um dia vivi. De lá, lembrei-me das tantas vezes que quis sair ao seu encontro, mas algemado pelas lembranças das quedas, um Golias sempre se colocava de pé no meio daquele corredor. Esse gigante me dizia pra nem tentar sair, uma vez que tantas foram minhas quedas... Eu sempre lhe dava ouvidos. 

Dias a fio estive caminhando ali por perto, mas lembrei -me das coisas boas que me disse, das tantas vezes que O vi com mãos estendidas, sorrindo gentilmente e dizendo "resista". Com doçura segurou minha mão... Achei um feixe de luz brilhando de algum lugar e corri em sua direção. No aposento seguinte, um recado mudou tudo: vinde a mim os cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei... ao lado uma chave, eu estava livre.. 

Se aquele quarto ainda existe aqui dentro de mim, que seja destruída a Ponte que me leva a me algemar nas lembranças das minhas faltas. E se faltas eu ainda vier a cometer, que suas palavra soem como um hino de calmaria, e meus ouvidos sejam abertos para ouvir a doce canção chamada Graça...

Walter H. C. Silva...


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