Caminhando
dentro da casa que habita minha alma, enquanto lutava comigo mesmo para não me
afogar no desespero, em meio a crise de fé, percebi que dentro de mim há um
corredor que me leva a um quarto escuro e sombrio.
Mais
de perto, sentido-me desesperado em meio às ondas bravias, tateando por este
corredor, percebi que já o conhecia, seu nome é Culpa. No fim da culpa há um
quarto escuro. Percebi que a culpa é o corredor que me leva à cela que um dia
vivi. De lá, lembrei-me das tantas vezes que quis sair ao seu encontro, mas
algemado pelas lembranças das quedas, um Golias sempre se colocava de pé no
meio daquele corredor. Esse gigante me dizia pra nem tentar sair, uma vez que
tantas foram minhas quedas... Eu sempre lhe dava ouvidos.
Dias
a fio estive caminhando ali por perto, mas lembrei -me das coisas boas que me
disse, das tantas vezes que O vi com mãos estendidas, sorrindo gentilmente e
dizendo "resista". Com doçura segurou minha mão... Achei um feixe de
luz brilhando de algum lugar e corri em sua direção. No aposento seguinte, um
recado mudou tudo: vinde a mim os cansados e sobrecarregados, e eu vos
aliviarei... ao lado uma chave, eu estava livre..
Se
aquele quarto ainda existe aqui dentro de mim, que seja destruída a Ponte que
me leva a me algemar nas lembranças das minhas faltas. E se faltas eu ainda
vier a cometer, que suas palavra soem como um hino de calmaria, e meus ouvidos
sejam abertos para ouvir a doce canção chamada Graça...

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"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face." Agostinho
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