Quando o assunto sou eu,
nunca estou só. A consciência e Deus estão no mesmo aposento. Em qualquer coisa
que faço, em qualquer pensamento, em qualquer ação, em todo olhar, em qualquer
intenção que motiva minhas ações, essa dupla está sempre atenta. Eles estão
fixados em cada ação que tomo, e eu não posso pensar que aquilo que faço passa
despercebido. A diferença entre esses espectadores reside na possibilidade de
manipulação.
A consciência é aquela que eu posso manipular, que senta para atentamente ouvir minhas desculpas, que compreende minhas intenções e facilmente me julga digno de louvor ou misericórdia. Ela facilmente é enganada por meus argumentos e me solicita silêncio, pois ela mesma será capaz de abafar a culpa enquanto trabalha ao meu favor. No fundo, ela nunca me deixa esquecer nada, mas ela certamente me permite viver em aparente paz.
O outro, entretanto, Deus, é um ser distinto, que eu geralmente temo quando me ponho a pensar a seu respeito. Ele não se permite subornar por nada, Ele faz de si mesmo a garantia de sua justiça, Ele nunca deixou nada escapar de sua visão. Ele sabe exatamente o que me move em cada atitude, em cada silêncio, em cada palavra, Ele sabe tudo que eu nem mesmo sei a meu respeito. Os homens mais distintos da humanidade nem sequer conhecem o poder desse espectador de homens. Não há nada suficientemente capaz de determinar o limite de sua atuação, pois ele não criou limites a si mesmo. Quando penso nEle, em tudo quanto Ele sabe ao meu respeito, me ponho a temer sua grande Glória, e não tenho outra coisa a fazer senão persuadir-me a não tentar persuadir minha consciência, e deixar que Deus e ela se entendam, que se tornem amigos, e que ela venha me trazer à memória àquilo que ela mesma tem aprendido com ele. Passo a crer que seja melhor pra mim que eu não interfira nessa relação de verdade. Deixo-a tornar-se forte em argumentos que ela mesma tem ouvido dele, e considero seu conselho como um conselho do próprio Deus.
Assim, permito-me, para o meu bem, tornar-me espectador da amizade entre as duas testemunhas.
Que minha consciência me indique o caminho do meu Deus.
Walter H. C. Silva
A consciência é aquela que eu posso manipular, que senta para atentamente ouvir minhas desculpas, que compreende minhas intenções e facilmente me julga digno de louvor ou misericórdia. Ela facilmente é enganada por meus argumentos e me solicita silêncio, pois ela mesma será capaz de abafar a culpa enquanto trabalha ao meu favor. No fundo, ela nunca me deixa esquecer nada, mas ela certamente me permite viver em aparente paz.
O outro, entretanto, Deus, é um ser distinto, que eu geralmente temo quando me ponho a pensar a seu respeito. Ele não se permite subornar por nada, Ele faz de si mesmo a garantia de sua justiça, Ele nunca deixou nada escapar de sua visão. Ele sabe exatamente o que me move em cada atitude, em cada silêncio, em cada palavra, Ele sabe tudo que eu nem mesmo sei a meu respeito. Os homens mais distintos da humanidade nem sequer conhecem o poder desse espectador de homens. Não há nada suficientemente capaz de determinar o limite de sua atuação, pois ele não criou limites a si mesmo. Quando penso nEle, em tudo quanto Ele sabe ao meu respeito, me ponho a temer sua grande Glória, e não tenho outra coisa a fazer senão persuadir-me a não tentar persuadir minha consciência, e deixar que Deus e ela se entendam, que se tornem amigos, e que ela venha me trazer à memória àquilo que ela mesma tem aprendido com ele. Passo a crer que seja melhor pra mim que eu não interfira nessa relação de verdade. Deixo-a tornar-se forte em argumentos que ela mesma tem ouvido dele, e considero seu conselho como um conselho do próprio Deus.
Assim, permito-me, para o meu bem, tornar-me espectador da amizade entre as duas testemunhas.
Que minha consciência me indique o caminho do meu Deus.
Walter H. C. Silva

Parabens pelo texto lido e compartilhado
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