quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Reflexões a Caminho de Emaús #1

 
“As palavras delas lhes pareciam loucura”
Lucas 24:11

No contexto dessa passagem, Jesus havia morrido e ressuscitado ao terceiro dia, conforme estava escrito que deveria acontecer. As mulheres que O seguiam foram ao seu encontro no sepulcro, e lá não encontraram nada além dos restos das veste de um morto. Dois anjos, entretanto, lhe confirmaram o que havia acontecido, e que isso já estava previsto desde antes, inclusive pelo próprio Jesus. Naquele momento elas se lembraram das Suas palavras e correram para contar aos discípulos.

O que é surpreendente nessa passagem é que eles não acreditaram no testemunho que elas tinham dado sobre o Cristo que havia ressuscitado, apesar de terem convivido com o próprio Cristo por alguns anos e tê-Lo ouvido afirmar tais coisas. As palavras daquelas mulheres lhe pareceram loucura porque eles haviam perdido a esperança e levaram mais em conta o que estavam presenciando do que aquilo que Jesus havia prometido.

Veja se as vezes não nos comportamos assim, como esses discípulos, mesmo que inconscientemente, dando mais crédito às coisas que temos visto do que aquilo que uma vez vimos e ouvimos da parte de Deus, especialmente através das Escrituras.

Com toda sinceridade, quantas vezes nos pareceu loucura alguma palavra, que, envoltos nalguma situação complicada, da qual criamos ser impossível de se resolver, chegando ao ponto de nos conformarmos com a situação, e qualquer palavra contrária nos parecia loucura? Quantas vezes ouvimos ou lemos testemunhos de irmãos piedosos dizendo que venceram o que agora estamos tentando vencer, e aquilo nos foi como desvario? Agora mesmo, há alguma luta interna travada em seu coração? Há um pecado que resiste, mesmo que você batalhe duramente contra ele? Há um Golias no meio do seu caminho que insiste em apontar a lança pra você e te amedronta? Há algum embaraço fora de controle que você se envolveu, ou que quando você viu já estava envolvido?

Com sinceridade, todos nós temos algo pra fazer, ninguém que respira neste mundo é santo. Somos todos da mesma essência, temos todos as mesmas inclinações, isso porque ainda somos fracos em nossa fé, em nossa batalha pela santidade. Não é de se admirar que ainda algumas coisas nos parecem loucura, que insistimos em dar mais valor ao que vemos do que ao que devemos enxergar, através da fé. Há um pouco de “Tomé” em cada um de nós. Não se sinta envergonhado por isso. O reconhecimento é primeiro passo para uma nova experiência.

Se você, assim como eu, as vezes contempla mais o que vê, em detrimento do que deveria ver, através da fé, e tem sua esperança abalada, rogo que se junte a mim num clamor à Deus, para que Ele tenha piedade do seu povo, e que nos abra os olhos da fé para vermos o que ainda não podemos. Que essas fraquezas e faltas que agora reconhecemos nos introduzam, pela trilha da humildade, nos átrios do Trono da Graça, pois quando fracos é que somos fortes (2 Co 12:10).
Walter H. C. Silva

2 comentários:

"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face." Agostinho

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