Essas são perguntas sinceras que
merecem ser encaradas de forma sincera, não fingida e sem conceitos
pré-concebidos. Creio que não há fórmula fácil para resolver tal dilema. Entretanto,
geralmente resolvemos o problema de maneira bem simples e leviana: se é “Gospel”,
então “é de Deus”, se “não é Gospel”, então “não é de Deus”, e quando falamos
“é gospel”, a tendência da nossa mente é pensar naquele que canta, faz ou cria,
isto é, se o mesmo é crente, se faz parte do “nosso mundo”. Repare nas aspas...
Devemos concordar sinceramente que nem
todo que diz ser crente de fato é, e este é o primeiro problema com esta
fórmula. Ademais, o próprio Jesus disse que nem todo que O chama de Senhor
pertence a Ele. Logicamente, Ele estava falando com os que publicamente
professam fé nEle. Logo, a fórmula “é de crente”, esbarra nos seus primeiros
passos. Essa não é uma fórmula adequada. Os adeptos dessa fórmula tendem a
comprar gato por lebre diariamente, pois cantam, vêem e vivem coisas profanas porque
lhes foi dado o título de “gospel”. Eles não admitem dança, mas se for
“gospel”, então vale. Não ouvem certos ritmos, mas quando vem algum crente
cantando louvores naquele ritmo, então se tornou santo. Definitivamente não é
esta a maneira de responder as perguntas.
Então qual a maneira de decidir as
coisas? Posso cometer um equivoco aqui, que você me corrija se eu estiver
errado, mas agora estou bem certo em achar que Deus não usa padrões humanos
para agir de maneira certa ou errada. Nós é que deveríamos usar o padrão dEle
para estabelecer o nosso. Assim, talvez seja presunção e arrogância da parte de
quem ousar dizer: isto “é de Deus” ou não. Tiago nos diz que todo dom perfeito
vem do Pai das luzes (Tg 1:17). Calvino dizia que o mundo é o Teatro da Glória
de Deus! E nós, o que diremos? Que Deus está limitado em seu modo de expressar
sua Glória? Que Ele limitou-se no modo como deseja falar com qualquer que seja?
Devemos ter em mente que só porque algo não tem lugar no culto público não
significa que seja pecaminoso. Como muitos se lembram, Deus usou uma Mula pra
falar com um homem (Nm 22:28). Teria Ele mudado? Eu creio que não. Bem sabemos
que em nossos dias mulas não andam falando por aí, mas há muitas “mulas”, em um
sentido figurado, que andam por aí expressando os Divinos Decretos de Deus.
Passando pelo livro de Jeremias e
Isaias dias atrás, vi que isso é verdade. Se você observar bem, os reis que
profanaram o templo, destruíram a cidade santa, tal qual o Rei Nabucodonosor,
que além de tudo levou o povo de Deus para ser escravo, são muitas vezes identificados
como inimigos de Deus, que no final das contas promete destruí-los por completo
(Is 14:4, 21:9). Entretanto, um fato interessante é que em algumas profecias o
mesmo Rei Babilônico é também chamado de “meu servo” (Jr 25:9, 27:6, 43:10),
uma vez que Deus o estava usando para seus propósitos, para ao final
destruí-lo. Eis aí uma “mula” cumprindo as ordens de Deus. Se pensarmos bem,
Faraó assumiu o mesmo papel na época de José, e isso bem antes de acontecer a
verdadeira história da Mula de Balaão. Através das Escrituras sabemos que Deus
até endureceu o coração do Faraó pelo tempo que quis (Ex 9:12, 10:20, 27).
Se as coisas são assim, deixaria Deus
de usar quem quer que seja? Deus seria incapaz de usar “mulas”? Acho que a
resposta passa a ser óbvia. Tendo dito estas coisas, concluímos que sendo
“gospel” ou não, Deus não se limita a este mundinho. O mundo que Deus vive e
nos chama a viver é um mundo onde todas as coisas procedem dele e declamam sua
glória, já que nada do que foi feito teria sido feito fora de Cristo, sendo ele
a razão e o motivo de toda criação (Jo 1:3).
Os talentos dos homens não ficariam
fora disso. Você há de concordar comigo, porque se assim não for, a palavra que
diz que tudo procede dele, todo dom, todo talento, seria mentirosa.
Devemos aprender que há coisas lindas
e maravilhosas que não se denominam “gospel” e que falam muito conosco. Quer
ver? Quantos filmes “gospel” você já assistiu? Talvez alguns, porque não existem
muitos comparado ao número existente filmes “normais”. Agora quantos filmes
“normais” você já assistiu? Você e eu já assistimos muitos, até repetimos
alguns. Você acha, por ventura, que tais filmes são pecaminosos? A menos que
seja um filme perverso, tipo pornográfico, os filmes “normais” não são
pecaminosos por natureza. Agora, entre os filmes “normais”, você alguma vez
disse: “que filme lindo”, ou “puxa, precisava ver isso”, ou “puxa, esse filme
falou comigo”? Creio que você já deve ter falado isso alguma vez. Se o filme
pode produzir em nós tais sentimentos, você acha que este dom em produzir
filmes bons não vem de Deus? Claro que vem! Mas e se o cineasta não for crente,
vamos deixar de assistir ou pedir perdão porque assistimos a um filme de um
produtor “não crente”? Essa é a prova que “mulas” ainda falam, porque Deus quer
falar! Se deixarmos de pensar assim, estamos todos proibidos de ir ao cinema, e
eu adoro ir ao cinema com minha família.
E músicas, funcionam do mesmo modo? Se
dissermos que não, então acabamos de criar mais um padrão! No que a música
difere do filme? Talvez você não concorde comigo, mas o padrão é o mesmo. São
homens que criam músicas e filmes. Tudo bem, alguns deles não são cristãos, e mais,
alguns deles são extremamente profanos. Talvez você traga a memória o texto de
Tiago que diz que não pode jorrar agua doce e salgada da mesma fonte (Tg 3:12).
Nós todos concordamos com isso. Mas isso não é suficiente pra dizer que podemos
ou não ouvir.
Se você está pensando que eu estou
dizendo isso porque gosto de algum grupo e não desejo parar de ouvir, minha
confissão é que eu não ouço nenhum grupo de músicas “mundana” (segundo a
definição de alguns) como também não ouço algumas músicas denominadas “gospel”
(segundo alguns). Antes de me converter, eu era fã do Legião Urbana, sabia tudo a respeito do grupo. Se você conhecer
algumas músicas deles, tais quais “índios”, “teatro dos vampiros”, “pais e
filhos” ou “a via láctea”, se olhar com sinceridade, vai ver que há muitas
verdades sobre a vida, sobre Deus, sobre o próximo, mais do que algumas canções
“gospel”. Uma vez conheci uma irmã que criticava um grupo que gosto muito,
Templo Soul, em razão do ritmo, mas adorava aquelas cantoras do fogo. Uma vez questionei
qual o sentido da letra de uma música que ela cantava, fiquei sem resposta. Ela
não era capaz de ver que por traz do ritmo do groove havia uma expressão de
verdade. Outro amigo meu diz que Rap ou coisa parecida não é coisa de Deus. Eu
nem ousei terminar a conversa dizendo que amava ouvir os caras do Estratagema de
Deus, Evangelho puro atrás de cada rima.
As pessoas sinceras hão de concordar
que há muito mais Evangelho nas letras do Oficina G3, Resgate, do que em
canções como “Sabor de Mel”, “Entra na minha casa”, “Faz Descer o Nardo” e etc.
A mesma sinceridade vai nos levar a crer que o Renato Russo, sendo o que foi,
teve mais talento para compor verdades do que muitos artistas “gospel”.
Deus não está limitado ao mundo
“gospel”, porque não foi Ele que inventou o “gospel”, fomos nós!
É devido ao fato de Deus não estar
preso ao meio gospel que sentimos coisas boas quando vemos coisas fora do meio
gospel. Quem nunca sentiu-se bem após ver um lindo filme de romance? Quem nunca
chorou quando ouviu uma musica em qualquer lugar ou seguida por uma cena
comovente em um filme? Quase todo mundo. Se isso não vier de Deus, estaríamos
pecando. Isso logicamente acontece porque a imagem de Deus (façamos o homem a nossa imagem e semelhança
– Gn 1:26) ainda prevalece nas pessoas, quebrada, não refletindo o reflexo
de Cristo como deveriam, mas ainda refletem alguma coisa. É por isso que vemos “não
cristãos” fazendo coisas boas, amando, promovendo justiça, evitando tragédias, etc.,
porque a imagem de Deus ainda brilha, desfocada, mas brilha. A diferença é que
agora Cristo passa a recuperar em nós toda esta imagem perdida. Como um espelho
quebrado por uma pedra reflete mal a imagem a sua frente, assim, os que estão
sem Cristo ainda refletem alguns traços da imagem e da pessoa de Deus. Cristo é
o único que faz esse espelho quebrado voltar ao normal como antes. Sem Ele, o
espelho será sempre quebrado. Essa é a razão de haver coisas boas no mundo.
Assim, por definição, nem tudo que é
secular é mundano, visto que “mundano” é tudo aquilo que reflete o esquema
anti-cristo, ou seja, tudo que é contra a pessoa, a doutrina e a obra de
Cristo. Com esse pensamento João escreveu para não nos contaminarmos com o
mundo (1 Jo 2:15). Se era outro o raciocínio dele, estamos perdidos, porque nos
submetermos apenas ao “gospel” não vai dar certo. Alguém já viu sabonete
gospel, padaria gospel, ou supermercado gospel? Então...
Agora, há uma linha tênue entre o
poder fazer todas as coisas! Paulo nos adverte para analisarmos tudo e retermos
o que é bom (1 Ts 5:21). Também nos diz que tudo nos é lícito, como dito acima,
porém, nem tudo convém (1 Co 10:23). A grande questão é responder o que nos
convém. A resposta dessa pergunta irá guiar nosso caminho no “isso convém” ou
“isso não convém”. Eis a grande questão: Como
saber o que convém?
A resposta, pelo menos pra mim, está
nos dois maiores mandamentos, amar a Deus e amar ao próximo (Mt 22:37-39).
Explico!
Jesus orientou claramente para amar
Deus e ao próximo. Esse é o dever de todo cristão. Obedecer toda a Lei sem amor
é como desobedecê-la por completo. Ter todo conhecimento teológico sem observar
a caridade nas direções corretas é inútil. Todos os Apóstolos escrevem com base
nisso. Jesus diz que seriamos conhecidos
se praticarmos isso (Jo 13:35); João enfatiza isso em sua 1ª carta; Paulo e
Pedro a mesma coisa. Se observarmos os escritos bíblicos olhando nessas
direções, seremos capazes de fazer ou deixar de fazer. O Amor que vem de Deus
nos guia.
Com isso, quero fazer eco ao coro de
Paulo quando diz que somos livres, temos liberdade em Cristo, e para nós, que
somos santos, nada é impuro (Tt 1:15), já que sabemos que as boas dádivas vêm
de Deus. Portanto, veja o que quiser, ouça o que quiser, pratique o que quiser, nós
temos liberdade pra isso. Siga por um momento o conselho Paulino que, ao
concluir que uns acham que pode e outros não, aconselha: “O que come não
despreze o que não come” e vice-versa.
CONTUDO, como sempre, SEMPRE HÁ UM
“PORÉM”!
A regra está em Romanos 14. Convido você a dar uma lida mais detalhada no texto.
Ele vai dizer que nenhum de nós vive apenas para si (v.7), e que Cristo é
Senhor de Todos (v.9), e aceitou a todos (v.3). Ele diz que tem plena
consciência de que nenhum alimento é impuro, apenas para quem assim o considera
(v.14).
Aqui entra o amor, nada é proibido, só
que nem tudo é conveniente. O verso 15 diz “Se
o seu irmão se entristece devido ao que você come, você já não está agindo
por amor”. Aqui é a segunda parte do Maior Mandamento, amor ao próximo.
Paulo chama nossa atenção para o que está ao lado. Se de fato amamos o próximo,
não queremos que ele se entristeça, nem que caia na fé por nosso procedimento
ou por “exercitarmos” a liberdade que temos (1Co 8:9). É um chamado para abrir
mão de si mesmo em razão do outro, que Paulo chama de fraco na fé (Rm 14:1; 1Co
8:11). Não existe argumento, se existe um “irmão fraco”, devemos suportar suas
fraquezas antes de agradar a nós mesmo (Rm 15:1). Esse é o segundo Grande
Mandamento. Ame o Próximo, se houver possibilidade dele permanecer fraco pelo
exercício da nossa liberdade, pelo amor e desejo de vê-lo crescer,
abstenhamo-nos da nossa liberdade. “É
melhor não comer carne nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que
leve seu irmão a cair” (Rm 14:21). Abatido o primeiro passo. O amor ao
próximo nos fará pensar em qualquer ato de exercício de liberdade que temos.
O segundo passo é mais excelente e
está no mesmo versículo do primeiro. “Se
o seu irmão se entristece devido ao que você come, você já não está agindo por
amor. Por causa da sua comida, não
destrua seu irmão, por quem Cristo morreu.” (Rm 14:15). Agora
Paulo muda a direção. Antes, ele nos fez olhar para o lado e só com isso nos
convida a abandonar o direito de exercer a liberdade de consciência que temos.
Isso é suficiente. Entretanto, pensando que isso poderia não ser suficiente pra
alguns, agora ele nos convida a olharmos para cima, para o alto, para Cristo.
Quando nos diz que temos toda
liberdade, que tudo é lícito, e nos orienta a ficarmos alerta ao que convém, da
mesma forma orienta a nos desprendermos do direito de exercer tal liberdade
quando isto destrói os irmãos. Acontece que ele acrescenta ao seu argumento a
frase “por quem Cristo morreu”. Sabe o que isso significa no
exercício dessa liberdade que nós temos? Interfere em tudo!!!
Se o argumento de olhar para o próximo
não bastou, este tem que bastar, a menos que você odeie Cristo. Explico!
É como se Paulo estivesse dizendo, em
outras palavras: “olha, eu sei que você
entendeu, mas deixe-me aprofundar só um pouco mais. Eu sei que você ama a
Cristo, que ele te salvou da sua vida de trevas e que você é profundamente
grato por isso. Eu também sei que você O estima demais, e que cada gota daquele
sangue precioso tem imensurável valor pra você. Eu tenho absoluta certeza de
que você nunca derramaria no ralo uma pequena gota desse sangue divino e
sublime. Então, você sabia que o sangue de Cristo foi derramado sobre os
fracos? Se você não se importar com o fraco, é como se não se importasse com
Cristo, porque foi Cristo que derramou o sangue por ele. Você não ia querer ser
responsável por desprezar uma gota daquele sangue não é? Então deixe de olhar
para aquele cidadão e olhe para Cristo, que salvou vocês dois com o mesmo
sangue”.
Foi isso que ele quis dizer quando
disse “não destrua seu irmão, por quem
Cristo morreu” (Rm 14:15). Ainda acrescenta “Aquilo que é bom para vocês não se torne objeto de maledicência; Não
destrua a obra de Deus; é errado comer [fazer] qualquer coisa que faça os
outros tropeçarem” (Rm 14:16,20) – “O
conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica; Contudo, nem todos têm esse
conhecimento; Assim, esse irmão fraco, por
quem Cristo morreu, é destruído por causa do conhecimento que você tem.
Quando você peca contra seus irmãos dessa maneira, ferindo a consciência fraca
deles, peca contra Cristo. (1 Co
8:1,7,11,12).
Depois desse entendimento, o Amor
grita mais alto do que o desejo de ser livre para fazer o que quer, e por fim
nos fará ter a mesma conclusão de Paulo: “Portanto,
se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar, nunca mais comerei
carne, para não fazer meu irmão tropeçar.
(1 Co 8:13). Que nossa liberdade possa ser tanta que possamos ter o desejo de
abrirmos mão dela quando preciso for. Que sejamos capazes de dizer “se ouvir
isso ou aquilo faz outro cair, nunca mais ouvirei”, “se isso ou aquilo se torna
pedra de tropeço para alguém, deixarei de fazer”. LEMBREMOS que Cristo nos
advertiu dizendo: “ai dos que fazem
tropeçar qualquer desses pequeninos” (Mt 18:6; Mc 9:42; Lc 17:1-2).
Por fim, quero terminar dizendo como tenho
feito para saber se isso ou aquilo convém, além do que já dissemos, talvez
ajude você também. Em Filipenses 4:8 Paulo volta a nos dizer, além de outras
coisas, que tudo que for “de boa fama”, se há alguma virtude ou louvor, nisto
devemos pensar, a fim de vivermos bem com Deus e em paz com os homens. Em 1
Tessalonicenses 5:22 o recado é para nos afastarmos de toda “aparência do mal”.
Pegue tudo o que foi dito e some a estes
dois versos. Quer um exemplo? Não encontramos nenhuma proibição explicita
contra bebidas na bíblia, mas responda pra si mesmo se há boa fama nisso! Se
não há, já não observamos Filipenses 4:8. Isso pode não ser pecaminoso em si,
não vem ao caso aqui, mas há aparência do mal nisso? O que pensarão os fracos
de você se o virem bebendo uma aqui ou ali? Suporte os fracos e abandone sua
liberdade em amor a Cristo.
No final de tudo, podemos ter um norte
pra responder se podemos ou não fazer tal coisa, se for gospel ou não e etc. A
resposta é “podemos” e “não podemos”, você decide usar sua liberdade ou abrir
mão dela por algo mais excelente, estou falando da Edificação do Corpo de
Cristo!!!
Que Deus nos livre de dizermos “que se
dane essa fraco na fé”. Deus nos livre
dessa arrogância!!!
Deus abençoe você.
Walter H. C. Silva

Gostaria de compartilhar que gostei muito do texto, e mais, tenho lido muito sobre isto ultimamente, o músico Marcos Almeida da banda Palavrantiga, tem escrito sobre isto e ele tem pesquisado em músicas brasileiras, vamos dizer secular, a busca por Deus, ele tem chamado este projeto de “ESPIRITUALIDADE NA MPB”. Há muitos textos em seu site sobre isto, aqui segue um exemplo.
ResponderExcluirhttp://nossabrasilidade.com.br/rpmeostemasquevocenaoouviu/
Obrigada por compartilhar suas reflexões!
Bons ventos de Deus!
Larissa Cardoso
Então, Eu sou viciado (num bom sentido) no Palavrantiga – conheço o link que vc me mandou... eu agradeço a indicação, muito boa por sinal. Fico feliz por isso.
ExcluirMas eu penso exatamente isso que escrevi. Qd eu não era cristão (até os 13 anos), eu curtia muito legião urbana. Depois que eu me converti, deixei de ouvi-los por “ser do mundo” como fui ensinado. Eu não os ouço até hoje, mas pelas razões que escrevi no artigo. Não acho prudente! Entretanto, depois de começar a estudar a bíblia de verdade, vi que o mundo gospel que criamos é muito fajuto e limitado. Antes de conhecer o Palavrantiga, ler textos dos Marcos Almeida ou do Yago Martins (alias, vc conhece esse?), chegar em Rookmaker, etc, eu já havia abandonado curtir o que todo mundo curte porque é legal. Não ouço Talles Roberto, Aline Barros, Diante do Trono, Hillsong (já ouvi muito), André ou qualquer outro da família valadão, etc, dos pentecostais, não sei nem o nome... conheço pouquíssimo de Damares, Rose nascimento etc... (precisa ver como eu fico perdido qd alguém diz: “vamos cantar uma do Thalles”)
Comecei a me dedicar mais a entender o que muita gente canta, e descobri que alguns cantam coisas que a Bíblia não ensina. Em contrapartida, se você observar canções do Renato Russo por exemplo, vc chega a conclusão: “quem ensinou bíblia para os cantores gospel?” – Não estou generalizando, é claro.. mas tem que peneirar algumas coisas do meio gospel... Se vc puder conhecer por exemplo Susana de oliveira (https://www.youtube.com/watch?v=CMpYbMxKKb4&list=PL2M_J0ChvVjoEG3KiympSkjK2mcq-Z9G2), Marcela Thais (https://www.youtube.com/watch?v=Q2uiX7F5uIA&list=PL-Ss9b7l6IB7t6J3qAUSiUvfd-unvR1Y3), vai ver brasilidade nas músicas delas, com bíblia e poesia na mesma música. Acho que tem muita coisa boa no meio “gospel”, mas tem que procurar. De outro modo, satanizar tudo quanto não for “gospel” é ridículo.
Walter